KITEpor Felipe Brito
Quem já teve a oportunidade de empinar papagaio, quadrado ou pipa, provavelmente já deve ter imaginado como seria sair voando com ela por ai ou até mesmo ter chance de ser puxado em um triciclo, bicicleta, skate ou qualquer outro “brinquedo” para saber como seria essa sensação (pelo menos era o que ficava passando na minha cabeça). Os Kites, como são conhecidos ao redor do mundo, são equipamentos que voam apenas com a força do vento, presos a uma ou mais linhas para que possam ser controlados. Há registros de sua existência há centenas de anos e eles já foram usados das mais diversas formas, do campo de batalha ao quintal de casa.
Para que os Kites evoluíssem a ponto de serem usados na água, foi necessária a criatividade e persistência dos irmãos franceses Bruno e Dominique Legaignoux. Campeões em diversas modalidades relacionadas ao vento e com diversas participações no desenvolvimento de velas e barcos, os irmãos acabaram se interessando pelos Kites (ainda bem) e começaram a desenvolver um sistema em que o equipamento pudesse cair na água e ser redecolado, ou seja, que ele não afundasse e transformasse a brincadeira em pesadelo. Os trabalhos começaram em 1984 e pouco mais de um ano depois fizeram uma demonstração com seu novo equipamento inflável (com bexigas costuradas entre os tecidos) durante a semana internacional de velocidade, sendo puxados com equipamentos de Ski aquático. Entretanto apenas conseguiram criar sua companhia e dar início a uma produção significativa, cerca de dez anos mais tarde (1993/1994) e claro que depois de tanto trabalho, tempo e dinheiro investido este equipamento não sairia nada barato. A invenção acabou despertando o interesse de grandes marcas de Windsurf como Naish e Neilpride, além do surgimento de novas marcas especializadas.
O kite desperta o interesse de pessoas de todas as idades, mas o que poucos sabem é que este esporte é bem simples, divertido e relativamente fácil de aprender. Porém minha primeira experiência com este brinquedo não teve o sucesso imaginado.
Estava voltando de uma vigem ao litoral de São Paulo, tivemos que vir cedo por que um deles teria de trabalhar (no Domingo!). Nenhum dos quatro tinham se quer visto de perto uma “pipa” da dimensão da que tínhamos em mãos. Mas como já velejávamos há vários anos, chegarmos à conclusão que deveríamos ao menos tentar. O nosso equipamento media 14 metros quadrados e estava um vendo vindo de Noroeste de aproximadamente vinte nós de intensidade na Represa de Guarapiranga. Como resultado acabei sendo arrastado pelo Kite por vários e vários metros, tentando controlar o bicho, em seguida ele foi parar em cima de uma árvore bem alta e cheia de galhos. Após várias tentativas frustradas, conseguimos tirar ela de lá, milagrosamente, sem que ninguém se machucasse. Mas fomos obrigados a trocar todas as quatro linhas de controle que tinham ficado destruídas.
O que quero dizer com isso?
A resposta é simples e objetiva. Não é pra tentar inventar moda, se quer aprender procure alguém que entenda do assunto para te dar uns toques que sua vida vai facilitar bastante. Na minha segunda tentativa conversei por alguns minutos com um amigo que já conhecia e praticava o esporte há algum tempo e logo sai rabiscando o mar de Ilhabela.
É um esporte maravilhoso com um constante e intenso contato com a natureza. O vento, a água, o céu, em um instante você pode se transferir de um para o outro.
Bom galera deste Hood, entrem no Mood de mais este esporte incrível e divirtam-se bastante. Sempre traremos boas informações a vocês.